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Porém, quando o nosso colega revelou a pujança do seu génio e o enorme cabedal de conhecimentos de que dispõe, foi durante o tempo que esteve à frente da obra da Penitenciária Central de Lisboa. Dispondo de faculdades superiores e de actividade excepcional, tão depressa o víamos a verificar a exactidão duma cota de nível, como a analisar a impermeabilidade do leito e estroncamento dum cabouco, a boa execução de abobadas, arcos e sobrearcos, a construção de paredes e carpintarias, a segurança de andaimes, o acabamento e assentamento de cantarias, a resistência e propriedades de obras metálicas, aterros e desaterros, fiscalização e análise de materiais, enfim, tudo quanto entra na factura dum edifício daquela grandeza e importância. Devemos também notar que um edifício como a Penitenciária de Lisboa, que o Mestre dirigiu desde os alicerces, obedecia a um sistema especial de construção, ainda desconhecido entre nós, e pouco vulgar no estrangeiro, e por isso trazia ao nosso meio artístico novos elementos de prática, aos quais só um construtor de primeira ordem podia dar a devida interpretação.
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