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Engenheiros, arquitectos e colegas acatavam os ensinamentos da sua experiência e da sua proficiência, e alguns nomes ilustres, como Norte Júnior e Tertuliano Marques, foi no atelier de Mestre Frederico que estudaram esse complexo trabalho da técnica de construção que se chama “detalhar”. Foi ele, o Mestre dos Mestres que, em 1921, empregou o betão armado na construção dos dois pavimentos que, abaixo do nível do solo, possui o magnifico edifício da firma de automóveis C. Santos, na Rua do Crucifixo, porque foi ele quem estudou a introdução daquele sistema em Portugal. Foi ele também que dirigiu a grande transformação nas instalações dos Armazéns Grandela, então no apogeu duma invejável posição comercial. Milhares de pessoas entravam e saiam diariamente a fazer as suas compras e a percorrer o importante estabelecimento. Pois Mestre Frederico não recuou e fez as obras, que foram dos alicerces ao telhado, e sem que a casa sofresse no seu movimento comercial. Note-se que o arquitecto parisiense autor do projecto de remodelação, nunca veio dirigir a execução do seu trabalho, que se fez também, sem um único engenheiro a acompanhá-lo.
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