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Na bandeira podia haver um ou mais ofícios, designado por cabeça, e outros subalternos chamados ramos anexos. A Casa dos 24 era a Câmara profissional representativa das corporações nos concelhos, e desempenhava um papel importante na protecção aos operários porque o espírito religioso das suas confrarias dignificava o trabalho e a profissão. As corporações foram valiosos auxiliares dos reis nas lutas contra a nobreza. As bandeiras acolhiam os ofícios dos ferreiros, oleiros, ourives, sapateiros, correeiros, douradores, fanqueiros, carpinteiros e pedreiros, etc.. A Casa dos Bicos, em Lisboa, foi outrora a sede da Casa dos 24, que depois passou para junto da Igreja de S. José dos Carpinteiros. S. José era o padroeiro do grupo que constituía a 7ª bandeira da Casa dos 24, baluarte onde se acolhiam os dois mesteres: carpinteiros e pedreiros. Era a classe dos Mestres da Construção Civil, que, depois do terramoto de 1755, muito auxiliaram o Marquês de Pombal na reedificação da cidade de Lisboa. Em 1501 foi feita a reforma do compromisso da classe, cuja sede se instalou na Rua da Fé, em Lisboa, e em 1537 foi criada a confraria de S. José dos Carpinteiros.
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