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O Museu Colecção Berardo organiza de 19 de Maio a 17 de Agosto, a exposição Le Corbusier, Arte e Arquitectura.
De igual modo, realiza-se a 27 e 28 de Maio, no Museu da Electricidade, em Lisboa, um seminário internacional, organizado pela Ordem dos Arquitectos, sob o tema "Rethinking Le Corbusier" (Repensar Le Corbusier)
Ambas as iniciativas, para além de revisitarem o seu legado, convidam-nos a melhor compreender a evolução do pensamento deste arquitecto, cuja obra atravessa seis décadas do século XX.
Nada mais actual se tivermos em linha de conta a candidatura da obra de Le Corbusier a Património Mundial da Unesco.
No entanto, sem querer ser desmancha prazeres, encontro um pequeno senão.
O arquitecto Le Corbusier, à luz do Projecto de Lei nº 183/X, apresentado pela Ordem dos Arquitectos e da Proposta de Lei nº 116/X, apresentado pelo Governo, não poderia, em Portugal, projectar qualquer obra, não poderia exercer a sua actividade profissional de arquitecto.
E, não poderia por uma razão muito simples. Ambas as inciativas legislativas, tendentes à revisão do Decreto nº 73/73, definem que os projectos de arquitectura são da exclusiva responsabilidade dos arquitectos.
Ora, o conceituado e celebrado Le Corbusier, que em 1948 certificou Nadir Afonso como "bom arquitecto", tinha formação em pintura e gravura, era designer e escritor, mas não tinha formação académica em arquitectura.
Assim sendo, seria mais um a projectar, e bem, a quem estaria vedado o exercício da profissão.
Bem prega Frei Tomás...
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